(ADVOGADO – CEF – 2012 – CESGRANRIO) O mundo não vai acabar em 2012. “Que pena!”, dirão os cínicos. Mas, para aqueles que são, em variados graus, mais otimistas, 2012 será um ano de atos de equilibrismo. A Primavera Árabe vai tornar-se outro verão.

SUU KYI, A. Um senso de equilíbrio. The economist/ Revista CartaCapital, São Paulo: Confi ança. O mundo em 2012, n. 677, jan./fev. 2012, p.86.

A expressão Primavera Árabe, empregada no texto, refere-se aos levantes políticos de 2011 ocorridos majoritariamente no

(A)    norte da África

(B)    sudeste da África

(C)    sudeste da Ásia

(D)    nordeste da Ásia

(E)    centro-sul da Europa

A Primavera Árabe é um conjunto de manifestações populares políticas e sociais, de amplitude e intensidade muito variadas, que ocorreu em diversos países no mundo árabe a partir de dezembro de 2010. A expressão “Primavera Árabe” faz referência à “Primavera dos Povos”, série de diversas revoluções ocorridas na Europa em 1848, com a qual foi comparada. Esses protestos começaram na Tunísia, em 18 de dezembro de 2010, após a autoimolação de Mohamed Bouazizi como forma de protesto contra a corrupção policial e maus tratos. Com o sucesso dos protestos na Tunísia, como um dominó, uma onda de instabilidade atingiu diversos outros países do norte da África e no Oriente Médio, sobretudo a Argélia, Líbia, Egito, Jordânia e Iêmen, de onde resultou a derrubada de quatro chefes de Estado. Vale ressaltar que a grande participação popular nessas manifestações foi possível apenas através do uso de mídias sociais, como o Facebook, Twitter e Youtube, que se tornaram ferramentas-chave para organizar e mostrar ao mundo os eventos ocorridos, apesar de duramente censuradas durante o movimento.

A figura abaixo ilustra a situação dos países envolvidos na Primavera Árabe.

Primavera Arabe

Gabarito “A”

 

Leia mais:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Primavera_%C3%81rabe

http://www.thenational.ae/news/uae-news/facebook-and-twitter-key-to-arab-spring-uprisings-report (em inglês)